Roteiro de uma semana no Peru

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No começo de Setembro/2017, fiz uma viagem sozinha de uma semana no Peru para conhecer o “básico”: Lima, Cusco e Machu Picchu.

Adiei esta viagem por muitos anos, mas se eu soubesse como seria tranquilo e seguro viajar sozinha para lá, teria ido antes!

Peru tem lugares incríveis, paisagens únicas e fantásticas que valem muito a pena conhecer. O roteiro que eu fiz foi tranquilo, sem aventura, mas que exigia o mínimo de condicionamento físico, porque anda-se razoavelmente bem e tem bastante escada e ladeira para subir.

Espero que meu roteiro possa ajudar futuros viajantes ao Peru a fazer uma viagem tão boa ou melhor como foi a minha!

 

Roteiro de uma semana no Peru

 

1° dia – Lima (City tour)

Cheguei em Lima por volta das 9hs. Me hospedei no Hotel Britania, bairro de Miraflores. Muito bem localizado, próximo a restaurantes, casas de câmbio e do sitio arqueológico Huaca Pucllana. Confortável, porém muito barulhento.

Deixei a mala no hotel e fui direto procurar uma casa de câmbio, porque não compensa comprar dinheiro peruano (nuevo sol ou soles) aqui no Brasil. Levei dólar e troquei pela moeda local.

À tarde, fiz city tour pela cidade. Boa parte panorâmica. A pé, conheci as redondezas das Praças San Martin e Maior e o Convento de San Francisco, onde se pode visitar as catacumbas. Não é um passeio para pessoas sensíveis, pois muitas partes dos restos mortais ficam expostas. No local é proibido tirar fotos. Se eu não entendi errado, o guia disse que em torno de 25 mil pessoas estariam enterradas lá.

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Plaza Mayor

Terminado o city tour, o guia pergunta onde você quer ficar. Ele dá algumas opções como: hotel que o visitante esteja hospedado, Shopping Larcomar ou Praça Kennedy (Miraflores).

Eu escolhi o Shopping Larcomar (shopping a céu aberto e de frente para o oceano Pacífico). A vista é linda de noite! Eu não tive oportunidade de ir de dia, mas deve ser mais bonito ainda.

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Vista do Oceano Pacífico do Shopping Larcomar

 

2° dia – Lima (Complexo Arqueológico de Pachacamac, Huaca Pucllana e Circuito Mágico das Águas)

Pela manhã fui visitar o Complexo Arqueológico de Pachacamac, localizado em torno de 45 minutos de Lima.

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Complexo Arqueológico de Pachacamac
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Complexo Arqueológico de Pachacamac
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Complexo Arqueológico de Pachacamac
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Complexo Arqueológico de Pachacamac

Na volta, segui direto para o sítio arqueológico de Huaca Pucllana, um complexo de ruínas que ocupa 150 mil m², localizado em Miraflores, onde aproveitei para almoçar. Sim, bem ao lado do sítio arqueológico tem um restaurante maravilhoso! Na sequencia fiz um tour guiado (espanhol ou inglês) pelo complexo que dura cerca de 1 hora, no valor de 12 soles.

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Sítio Arqueológico de Huaca Pucllaana

À noite, fui conhecer o Circuito Mágico das Águas. É uma coleção de 13 fontes ornamentais e interativas que combinam água, luz, música e efeitos de laser para encantar os visitantes . É considerado pelo Guinness World Records, o maior complexo de fonte num parque público no mundo. Três vezes por noite, é exibido um show de luzes especial, que dura aproximadamente 15 minutos na fonte Fantasia (120 x 20m).

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Fonte do Circuito Mágico das Águas
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Fonte do Circuito Mágico das Águas
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Fonte do Circuito Mágico das Águas
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Fonte do Circuito Mágico das Águas

 

3° dia – Cusco (Aclimatação)

Cheguei em Cusco por volta das 8:30 e fiquei algum tempo no hotel para tentar adaptar-me à altitude e tentar evitar o soroche (mal da altitude). À princípio, não sentí nada. Só que fiz tudo com muita calma e subi as escadas do hotel devagar, porque realmente ao tentar subir mais rápido, quando parei, senti um pouco de falta de ar.

Eu já havia reservado esse dia para não fazer passeio, porque eu não saberia como meu corpo reagiria à altitude. Fui almoçar e depois conhecer um pouco dos arredores da Plaza de Armas, próximo de onde fiquei hospedada  (Hotel Rojas Inn). Recomendo este hotel, pois é confortável, com funcionários atenciosos e o principal: chuveiro super quentinho, porque em Cusco faz muito frio a noite! Conheci também o famoso Mercado San Pedro, onde você encontra de tudo!

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Plaza de Armas
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Plaza de Armas

O cansaço bateu quando voltei para o hotel. Aí veio junto uma pontinha de dor de cabeça que eu não sabia se era por conta do ar seco de Cusco (sinusite) ou o tal do soroche. Não saí para jantar, porque além de tudo isso eu nem estava com fome.

 

4° dia – City Tour em Cusco

Pela manhã fui conhecer os 2 museus que fazem parte do boleto turístico (Museo Municipal de Arte Cotemporáneo e Museo Histórico Regional – Casa Garcillaso). São pequenos e a visita é rápida.

À tarde, logo após o almoço, fiz um passeio guiado que consiste em conhecer a Catedral de Cusco, o Templo do Sol (Qorikancha)  e 4 ruínas: Sacsayhuamán, Qenqo, Tambomachay e Puca Pucara. Infelizmente, dentro da catedral não se pode tirar fotos por questões de segurança e preservação. É lindo e riquíssimo em detalhes.

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Ruínas de Sacsayhuamán
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Ruínas de Sacsayhuamán
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Ruínas de Sacsayhuamán
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Ruínas de Sacsayhuamán
Siga na Viagem - Roteiro de uma semana no Peru - Qenqo - Crédito site perutraveltips.org
Ruínas de Qenqo – Crédito da foto: perutraveltips.org
Siga na Viagem - Roteiro de uma semana no Peru - Tambomanchay
Ruínas de Tambomanchay
Siga na Viagem - Roteiro de uma semana no Peru - Puka Pukara - Crédito site perutraveltips.org
Ruínas de Puka Pucara – Crédito da foto: perutraveltips.org

Do roteiro todo, o único lugar que o tour foi feito sem pressa foi dentro da Catedral. Nos demais lugares, foi tudo bem corrido. As ruínas não ficam muito longe de Cusco. Sacsayhuamán, primeira ruína, deve ficar no máximo 30 minutos da cidade. O lugar é simplesmente incrível. Das quatro ruínas, essa é a melhor e maior. As demais ruínas são menores, mas também têm seus atrativos.

Como já era final de tarde, tivemos que correr um pouco. Talvez, valham a pena conhecer melhor as ruínas pela manhã com calma.

 

5° dia – Maras e Moray

Foi dia de conhecer o complexo arqueológico de Moray e as salineras de Maras. O passeio guiado começa logo cedo. No caminho para Moray, fizemos uma breve parada em Chinchero para ver como as cholas (mulheres peruanas trajadas com a tradicional vestimenta colorida) trabalham no tingimento da lã de alpaca e tecelagem.

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Cholas
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Cholas

Moray é uma área arqueológica que se destaca pela série de plataformas circulares construídas sobre muros de contenção cheia de terra fértil, que mais parecem anfiteatros, e funcionavam como um centro de pesquisa agrícola Inca, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente (o nível mais fundo, o mais quente e o nível mais alto, o mais frio) e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental.

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Área arqueológica de Moray
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Área arqueológica de Moray
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Área arqueológica de Moray

As salineras de Maras são um espetáculo impressionante! É um grande terraço na encosta da montanha coberta por sal. As salinas vêm de uma fonte natural que foi “canalizada” pelos incas para distribuir a água entre 4 mil piscinas. As diferentes cores representam o estágio do sal, que é colhido em três etapas diferentes, a primeira para consumo humano, a segunda para consumo animal e a terceira para cosméticos.

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Salineras de Maras
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Salineras de Maras
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Salineras de Maras
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Salineras de Maras
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Salineras de Maras

Por volta das 14 horas, já havíamos retornado para Cusco. A tarde estava livre, então aproveitei para conhecer o Museu Qorikancha (faz parte do boleto turístico). Este museu é bem pequeno, não tem nada de incrível,  mas tem itens incas interessantes e você poderá ver múmias em posição fetal.

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Museu Qoricancha

 

6° dia – Vale Sagrado (Pisac e Ollantaytambo)

Neste dia, sai do hotel com uma mochila preparada para retornar em Cusco depois de dois dias, porque após fazer o passeio pelo Vale Sagrado, eu iria pegar o trem no final do dia em Ollantaytambo para Águas Calientes e visitar Machu Picchu no dia seguinte. A mala ficou no hotel em Cusco e isso foi muito comum, porque no trem não é permitido levar malas de viagem. Como era baixa temporada, minha mala ficou no quarto mesmo, pois não precisaria dele para outro hóspede.

O passeio guiado começa logo cedo e de todos, esse foi o mais longo e distante.

Antes de chegarmos ao complexo arqueológico de Pisac, fizemos uma breve parada no Mirante de Taray, de onde se pode ter a primeira visão do Vale Sagrado, e também na feira de artesanato de Pisac (que ao meu ver não tem nada de especial e diferente da feira de Cusco).

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Mirante em Taray

O complexo arqueológico de Pisac fica no alto de uma montanha e além dos famosos terraços agrícolas, Pisac tem um cemitério localizado na montanha ao lado: são centenas de “buracos” na encosta que serviam como túmulos (foram saqueados pelos espanhóis que buscavam ouro que era enterrado com os incas mais afortunados). No ponto mais alto de Pisac encontra-se o templo Sol, um observatório astronômico.

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Complexo Arqueológico de Pisac
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Complexo Arqueológico de Pisac

Ollantaytambo é um dos complexos arquitetônicos mais monumentais do império Inca, foi construído numa montanha, e sua localização era estratégica para dominar o Vale Sagrado. Além de ser uma fortaleza altamente eficaz, Ollantaytambo também foi um templo. Para chegar ao topo do complexo, é necessário subir 200 degraus. Ao lado dessa escadaria, a cada 10 ou 15 degraus, os incas construíram seus famosos terraços.

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Complexo de Ollantaytambo
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Complexo de Ollantaytambo

Observadas em quase todas as ruínas incas, os terraços (terrazas) são enormes “degraus” (de cerca de 2 metros) construídos respeitando o próprio declive da montanha, que serviam para agricultura e principalmente para evitar deslizamento de terra durante os abalos sísmicos muitos frequentes em toda a região dos Andes.

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Complexo de Ollantaytambo

Não fui até Chinchero (ele seria visitado na volta para Cusco) porque no final do dia peguei o trem (bilhete previamente comprado) para Águas Calientes. A estação de trem fica perto das ruínas, não chega a 10 minutos de caminhada.

7° dia – Machu Picchu

O dia mais esperado de toda viagem começou bem cedo: às 6 horas já estava na praça principal de Águas Calientes para encontrar a guia e o grupo com quem eu faria o tour. A rua de onde saem os micro-ônibus para Machu Picchu fica perto da praça e engana-se quem pensa que é tranquilo pegar o transporte a essa hora.

A fila já estava quilométrica às 6h15 e mesmo com a alta rotatividade de micro-ônibus, eu esperei por 1 hora na fila até conseguir embarcar. O percurso leva 30 min em estrada de terra (subida) e com várias curvas, mas tudo tranquilo.

Dentro de Machu Picchu não existe nenhuma infraestrutura, banheiro ou lanchonete, por isso antes de ingressar no parque é recomendável ir ao banheiro (pago).

O tour guiado levou pouco mais de 2 horas e existe um percurso dentro do parque que você deve seguir. Não é possível chegar ao final do percurso e retornar para o começo. Existem seguranças dentro do parque para guiar os visitantes e também para zelar pela conservação do parque. É permitido ingressar duas vezes a Machu Picchu com o mesmo bilhete, desde que esteja dentro do período (manhã ou tarde).

Eu reingressei por volta das 11 horas, sem guia, e a essa hora a fila para entrar estava bem grande. Mas a verificação do bilhete e passaporte foi rápida. Nesse momento eu tive a certeza de que madrugar e ir cedo para Machu Picchu foi a melhor coisa que eu havia feito. O número de visitantes às 11 horas é muito maior e tirar a fotinho clássica no mirante fica um pouco mais complicada.

Para retornar à Águas Calientes, por volta das 13hs, eu fiquei pouco mais de 30 minutos na fila para conseguir pegar um micro-ônibus.

O que eu posso dizer de Machu Picchu é que o lugar é simplesmente incrível! A cidade inca é de uma perfeição única, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo e foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. 

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Sítio arqueológico de Machu Picchu
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Sítio arqueológico de Machu Picchu
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Sítio arqueológico de Machu Picchu
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Sítio arqueológico de Machu Picchu
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Sítio arqueológico de Machu Picchu
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Sítio arqueológico de Machu Picchu

Em 2007, Machu Picchu foi eleito oficialmente como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

No final do dia peguei o trem para Águas Calientes e meu dia terminou por volta das 22h30 chegando em Cusco.

 

8° dia – Vale Sul (Pikillaqta e Tipón)

Estava cansada do dia anterior, mas acordei cedo e de última hora, como ainda restava-me metade do dia, resolvi conhecer Pikillaqta e Tipón (Vale Sul). Contratei um taxi, com ajuda da recepcionista do hotel, e fui sem guia.

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Sítio arqueológico de Pikillaqta
Siga na Viagem - Roteiro de uma semana no Peru - Pikillaqta
Sítio arqueológico de Pikillaqta
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Sítio arqueológico de Tipón
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Sítio arqueológico de Tipón
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Sítio arqueológico de Tipón

De todos os sítios arqueológicos, acredito que esses são os menos visitados, pois estavam praticamente vazios. Fiz o tour em 3 horas.

Após o passeio ainda me restou tempo para visitar o Templo Compañia de Jesus (ingresso não faz parte do boleto turístico), passar numa feirinha, almoçar e finalmente retornar para o hotel e esperar pelo meu transfer para o aeroporto!

Meu corpo estava cansado de carregar mochila, andar, subir e descer escadas e rampas, mas a alma estava renovada por conhecer tantos lugares incríveis. Peru definitivamente é um lugar especial.

 

Observações:

As visitas guiadas nas ruínas próximas a CuscoSacsayhuamán, Qenqo, Tambomachay e Puca Pucara, e para Pisac (Vale Sagrado) foram muito rápidas.  Aconselho àqueles que gostam de olhar tudo com calma e andar por todo sítio arqueológico, a verificarem com agência ou guias, com quem fecharem o passeio, o tempo realmente gasto em cada local.

Em Sacsayhuamán, eu pude ficar somente 15 minutos, após a explicação do guia, pelo parque para tirar fotos e conhecer o lugar. Lá, eu acho que precisa de pelo menos 40 minutos para olhar tudo com calma.

Em Pisac, eu tive uns 50 minutos para percorrer uma parte do complexo. Lá, eu gastaria tranquilamente 2 horas. Mas tudo isso levando em consideração percorrer os sítios arqueológicos com calma. Eu tive que correr para conhecer o máximo de lugares possíveis dentro do horário determinado pelos guias.

Até mesmo em Moray, o tour guiado é curto. Feito um pouco na correria. Mas toda correria foi justificada pelo horário de fechamento dos sítios arqueológicos (sítios de Cusco) e também pelo horário de almoço (no caso de Pisac). O único lugar que tinha muita coisa para ver e eu pude andar com calma foi em Ollantaytambo, mas isso porque eu fiquei lá sem o guia depois do tour guiado porque de lá eu peguei o trem para Águas Calientes (Machu Picchu).

Fiquem atentos aos horários dos trens que escolherem comprar (Peru Rail ou Inca Rail) para não perderem parte do passeio, caso façam como eu, de fazer o Vale Sagrado e na sequencia pegar o trem de Ollantaytambo para Águas Calientes. Eu peguei o trem das 19 horas e tive tempo de sobra. O trem que saía antes desse era um pouco depois das 15 horas e eu teria que sair correndo do parque para ir até a estação de trem. Na volta, de Águas Calientes para Ollantaytambo, peguei o trem das 18h22, me arrependi, porque a minha intenção era somente conhecer Machu Picchu. Se eu tivesse pego o trem que saía pouco depois das 16 horas, teria sido perfeito! Nada que tenha atrapalhado minha viagem, mas são detalhes que talvez possam ser levados em consideração.

Águas Calientes também é conhecida por Machu Picchu Pueblo.

Em Machu Picchu faz frio razoável pela manhã (não tanto quanto Cusco) e às 8 horas o Sol já está bem quente. É muito importante o uso de protetor solar e também repelente (não é exagero)!

Em Julho/2017, houve uma mudança nas regras para acesso ao complexo arqueológico de Machu Picchu que foram estabelecidos dois períodos (manhã e tarde) para ingressar ao parque. No momento da compra do ingresso, deve-se escolher qual período você quer (6-12 horas ou 12-17h30). Isso foi feito para limitar a quantidade de visitantes e tentar preservar o parque. Não é obrigatório entrar no parque acompanhado de guia, mas os percursos, que estão sinalizados, devem ser seguidos. Tem lugares que são “mão única”, por exemplo. Ainda é permitido sair do parque e reingressar uma vez, se ainda estiver dentro do seu período (manhã ou tarde). Isso tudo baseado no período que fui: começo de Setembro/2017, onde as novas regras ainda estavam em fase experimental. Mas sempre tente se informar se houve novas mudanças nas regras.

Os bilhetes de trem, micro-ônibus em Águas Calientes e ingresso a Machu Picchu comprei tudo com antecedência. E eu aconselho sempre a deixar tudo reservado para evitar a correria no dia ou muito próximo da viagem.

Cada um reage de um jeito à altitude de Cusco. Eu não senti quase nada, mas conheci pessoas que tiveram tonturas, calafrios, enjoo, dores de cabeça logo na chegada ou até por 2 ou 3 dias. Por isso acho que um dia para aclimatação em Cusco é importante sim, mesmo que pareça perda de tempo.

Passaporte não é obrigatório (mas eu só vi pessoas com passaporte lá) e sendo assim, visto também não é necessário. Vacina da febre amarela também não foi solicitado.

No geral, achei Lima, Cusco e Águas Calientes lugares bem seguros (Miraflores em Lima e próxima a Plaza de Armas em Cusco). Andei em Cusco depois das 22 horas na volta de Machu Picchu e não senti perigo. As pessoas são bem atenciosas e muito educadas.

Suzana Okada

Formada em Ciências da Computação, mas não tão tecnológica como a formação indica. Neta de um grande viajante de quem segui o conselho de viajar muito sempre que possível. Regra: lugares diferentes sempre. Adoro fazer fotolivro das viagens. Pilateira. Aficionada por alimentação boa, não necessariamente light. Chocólatra. Fã de todas as pessoas que conseguem sempre ver o lado bom das coisas mesmo nas piores situações e seguidora da filosofia “melhor ser feliz do que ter razão”.

27 comentários em “Roteiro de uma semana no Peru

  • 26 de novembro de 2017 em 22:15
    Permalink

    Suzana, adorei as fotos de Salineras de Maras. Lindissimo lugar!! Esse ainda nao conheci. E o seu post está incrível!

    Resposta
  • 22 de novembro de 2017 em 11:30
    Permalink

    Conhecer o Peru está em nossos planos e sonhos, inclusive favoritei o post, pois está super completo de informações e dicas, adorei seu roteiro, apesar de uma semana não está corrido.
    Faço ideia de como a gente acaba ficando fascinado num visual desses né?

    Resposta
    • 22 de novembro de 2017 em 13:10
      Permalink

      Oi Paula, fico feliz que tenha gostado do post! Anda-se muito, mas esse roteiro realmente não é corrido. As paisagens são fascinantes mesmo! Espero que possam realizar esse sonho em breve! Fiquem atentos ao período de chuvas lá para poderem aproveitar ao máximo quando forem.

      Resposta
  • 20 de novembro de 2017 em 23:07
    Permalink

    Ainda não conheço essa região incrível, estou me preparando para conhecer esse lugares. Esses lugares são excelentes, comida deve ser deliciosa. Gostei do post.

    Resposta
    • 21 de novembro de 2017 em 09:27
      Permalink

      Oi Rafaella, os lugares são fantásticos!! A comida é muito boa! Na verdade, não teve nada de ruim lá. Beba o suco de chicha morada! É muito bom.

      Resposta
  • 20 de novembro de 2017 em 16:27
    Permalink

    Que delícia de viagem, morro de vontade de conhecer o Peru, aqui só o marido conhece Lima, e também quer voltar. Adoramos a culinária peruana. O post tá ótimo, cheio de foto linda e dicas úteis! Parabéns!

    Resposta
    • 21 de novembro de 2017 em 09:34
      Permalink

      Foi uma experiência maravilhosa mesmo esta viagem! O bom de viajar para o Peru é que além de conhecer lugares fantásticos, come-se muito bem! Muito feliz que tenha gostado do post e espero que muito em breve vocês possam ir ao Peru.

      Resposta
  • 20 de novembro de 2017 em 15:17
    Permalink

    O Peru é meu país favorito na América do Sul. Tem muita coisa para conhecer!
    Achei o seu roteiro bem completo, perfeito para uma primeira visita. Parabéns!

    Resposta
    • 20 de novembro de 2017 em 15:42
      Permalink

      Gisele, confesso que estava bem perdida quando resolvi fazer a viagem. Meu sonho era conhecer Machu Picchu, mas os outros lugares eu não fazia nem ideia! Pesquisei muito para chegar nesse roteiro e Vale Sul ainda foi de última hora porque eu não tinha intenção de visitá-lo. Fico feliz que tenha achado o roteiro bom. Obrigada!

      Resposta
  • 20 de novembro de 2017 em 12:38
    Permalink

    eu queria muito ter visto Sacsayhuamán, uma pena q fazem o tour tão rapidinho…roteiro bem completo, gostei!!

    Resposta
    • 20 de novembro de 2017 em 15:36
      Permalink

      Uma pena mesmo o tour ser rápido! Por isso quis avisar no post sobre isso, para alertar quem está planejando uma viagem para lá para que possam fazer uma viagem melhor que a minha! Feliz que tenha gostado do roteiro. Eu tentei fazer o máximo de coisa que podia nas proximidades de Cusco.

      Resposta
  • 18 de novembro de 2017 em 19:19
    Permalink

    De fato o Peru é um dos países mais maravilhosos que temos no continente! Repleto de atrativos é um lugar a ser explorado! Seu roteiro de 7 dias está incrível, muito bem aproveitado! Adorei o post. Morri de saudades!

    Resposta
    • 19 de novembro de 2017 em 13:06
      Permalink

      Como eu fui sozinha e poderia fazer o meu ritmo, quis fazer o máximo de coisas possíveis e fico feliz que você, que já conhece o Peru, tenha achado que meu roteiro foi bem aproveitado! O país ainda tem muitos outros lugares a serem visitados né. Um dia ainda volto lá.

      Resposta
  • 17 de novembro de 2017 em 19:44
    Permalink

    Excelente roteiro, pois ainda não conheço o Peru, e esse roteiro mais trivial é o que eu preciso para começar. Tenho loucura para conhecer Machu Picchu, mas vou esperar as crianças crescerem um pouco mais. Adorei as fotos, ficaram muito bonitas!

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 23:27
      Permalink

      Meu sonho era conhecer Machu Picchu, Francisco. Há anos! Vi muitas crianças nos passeios. Mas acredito que elas não muito novas seja melhor mesmo, porque além de aproveitar mais e criar ótimas recordações, elas já estão mais “resistentes” para percorrer os lugares sem depender tanto de você. Eu voltei com as pernas doloridas de tanto andar, subir e descer rampas e escadas. Mas valeu muito a pena!

      Resposta
  • 17 de novembro de 2017 em 18:44
    Permalink

    Que post massa! Já tá salvo aqui! Em março do ano que vem farei o tradicional mochilão Chile X Bolívia X Peru e passarei por todos estes lugares que você mencionou! Já estou na expectativa!

    Abraços!

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 23:19
      Permalink

      Flávio, feliz por ter gostado do post! Essa sua viagem com certeza será incrível! Pensei em fazer, mas acabei optando só pelo básico do Peru mesmo. Desde agora te desejo uma ótima viagem!

      Resposta
  • 17 de novembro de 2017 em 12:43
    Permalink

    Que roteiro redondinho! Estou pensando em ir ao Peru ano que vem, sozinha também, e seu post deu muito gás a essa ideia. Obrigada!

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 14:55
      Permalink

      Gisele, vá sem medo! Eu adiei por muitos anos a viagem por não querer ir sozinha, mas é muito tranquilo se você ficar hospedada em lugares estratégicos. Em Lima, por exemplo, os passeios saiam sempre do bairro de Miraflores. Caso o turista estivesse hospedado num bairro mais distante, solicitavam que ele se locomovesse até Miraflores. Em Cusco eu fiquei a uma quadra da Plaza de Armas, não precisei pegar nenhuma ladeira para chegar a restaurantes, casas de câmbio e mercados. Isso ajuda muito depois de um dia intenso de passeio. Não tem como sentir preguiça de sair do hotel.
      Fico feliz em poder contribuir para sua ideia de viajar ao Peru!

      Resposta
  • 17 de novembro de 2017 em 08:09
    Permalink

    O Peru é realmente fantástico. Eu já fui a Cusco (maravilhosa) e Machu Picchu (sem palavras), mas não conheço Lima. Gostei das suas dicas

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 14:43
      Permalink

      A princípio eu também não ia fazer Lima, mas felizmente acabei mudando de ideia. Tentei compartilhar dicas que achei importante para ajudar aqueles que pensam em visitar o Peru. Feliz que tenha gostado!

      Resposta
  • 16 de novembro de 2017 em 21:48
    Permalink

    Que semana fantástica. Foi uma aventura e tanto. Fiquei particularmente impressionada com as salinas de Mara e a localidade de Moray. As fotos são maravilhosas. Excelente post

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 14:37
      Permalink

      Como foi uma viagem que eu queria fazer há tempos, posso dizer que foi realmente uma semana fantástica! Maras e Moray são lugares fantásticos mesmo!! Em Moray as fotos não conseguem captar toda beleza e grandiosidade do lugar. Feliz por ter gostado do post!

      Resposta
  • 16 de novembro de 2017 em 19:32
    Permalink

    Ótimo relato de viagem. Fez muito em uma semana! E sobre os passeios, quando estivemos por lá, sempre pegamos guias particulares, deixam a gente mais livre e explicam com mais detalhes.

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 14:32
      Permalink

      Lucas, você deve ter aproveitado muito seus passeios! Minha viagem foi boa, mas com certeza com mais tempo e calma eu teria aproveitado muito mais os sítios arqueológicos que eu achei fantásticos.

      Resposta
  • 16 de novembro de 2017 em 12:44
    Permalink

    O Peru é um país incrível, né? Fui ano passado e me apaixonei! Não consegui ir a todos os lugares que queria, como nas Salineras de Maras e na Rainbow Mountain, por isso quero muito voltar ao país!

    Resposta
    • 17 de novembro de 2017 em 14:26
      Permalink

      Peru é um país incrível mesmo! É um lugar que eu recomendo para todos. Lugares fantásticos, comida boa e pessoas atenciosas. Não passei nenhum perrengue lá. Eu acabei fazendo um roteiro bem tradicional porque não sabia como seria viajar para lá sozinha. Rainbow Mountain parece lindo! Mas é um passeio que muitos não fazem por falta de conhecimento e também pela “dificuldade” né. Torço para que você volte e conheça todos os lugares que deseja e mais um pouco!

      Resposta

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